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Depois dos 40, cuidar da saúde deixa de ser uma opção. Passa a ser uma estratégia de vida.

Depois dos 40, cuidar da saúde deixa de ser uma opção. Passa a ser uma estratégia de vida. Sophia Martins • Elas Constroem Saúde
Especial Saúde & Bem-estar

Depois dos 40, cuidar da saúde passa a ser uma estratégia essencial para preservar energia, autonomia, qualidade de vida e a possibilidade de aproveitar tudo o que foi construído.

“Cuidar de si não é luxo. É responsabilidade, estratégia e compromisso com tudo o que ainda queremos construir.”

Durante muito tempo ouvi que a vida começa aos 40. Confesso que nunca dei muita importância para essa frase. Mas, depois de chegar nessa fase, percebi que ela faz sentido por um motivo diferente: aos 40, começamos a entender que nosso corpo não responde mais da mesma forma aos excessos e aos descuidos.

É uma fase em que muitas mulheres vivem o auge da carreira, assumem grandes responsabilidades, lideram equipes, empreendem, cuidam da família e ainda tentam dar conta de uma rotina que parece não terminar nunca. E, quase sempre, quem fica para depois é justamente a pessoa que faz tudo isso acontecer.

Nós mesmas.

Vejo isso com frequência. A consulta é remarcada porque surgiu uma reunião importante. O exame preventivo fica para o mês seguinte porque a agenda está cheia. A atividade física é cancelada porque apareceu um compromisso de última hora. Quando percebemos, passaram meses — às vezes anos — sem olhar para a própria saúde com a atenção que ela merece.

O curioso é que fazemos exatamente o contrário quando falamos de trabalho. Organizamos metas, acompanhamos indicadores, planejamos investimentos e pensamos no longo prazo. Mas raramente aplicamos esse mesmo planejamento ao nosso corpo.

E talvez essa seja uma das maiores mudanças que acontecem depois dos 40.

Começamos a entender que saúde não é ausência de doença. É qualidade de vida. É acordar com disposição. É ter energia para trabalhar, viajar, brincar com quem amamos e continuar realizando sonhos.

Sophia Martins em atividade do movimento Elas Constroem

Nessa fase da vida, algumas mudanças são naturais. O metabolismo desacelera, a massa muscular tende a diminuir, os hormônios começam a oscilar e o risco de algumas doenças aumenta. Isso não significa perder qualidade de vida. Significa apenas que o cuidado precisa ser mais consciente.

Hoje sabemos, por exemplo, que manter a musculação ou exercícios de força ajuda a preservar a massa muscular e a saúde dos ossos. Caminhadas e atividades aeróbicas contribuem para o coração. Dormir bem influencia diretamente a memória, o humor e a capacidade de concentração. Uma alimentação equilibrada reduz o risco de doenças crônicas e melhora até a disposição para enfrentar a rotina.

Não existe fórmula mágica.

Existe constância.

Nenhum treino resolve meses de sedentarismo. Nenhuma dieta compensa anos de maus hábitos. Da mesma forma, pequenas escolhas repetidas todos os dias costumam produzir resultados muito maiores do que grandes mudanças feitas por pouco tempo.

Outro ponto que considero fundamental é o acompanhamento médico. Exames preventivos continuam sendo uma das formas mais eficazes de identificar alterações precocemente. Muitas doenças que afetam mulheres acima dos 40 têm tratamento muito mais simples quando descobertas no início.

Mas existe um cuidado que nem sempre aparece nos exames.

A saúde emocional.

Vivemos em uma sociedade que valoriza quem está sempre ocupada. Parece que descansar virou sinônimo de falta de produtividade. Eu penso exatamente o contrário. Descansar também é uma forma de cuidar da saúde.

Aprender a desacelerar, reservar tempo para a família, cultivar amizades, praticar um hobby e até dizer “não” quando necessário faz parte de uma vida equilibrada.

Foi justamente por acreditar nisso que criamos o Elas Constroem Saúde, um dos braços do ecossistema Elas Constroem. Queremos lembrar às mulheres que sucesso profissional e bem-estar não competem entre si. Eles caminham juntos.

Não adianta construir uma empresa sólida, conquistar independência financeira ou alcançar grandes resultados se não tivermos saúde para aproveitar essas conquistas.

Depois dos 40, passei a entender que cuidar de mim não é um luxo. É uma responsabilidade.

Porque o maior patrimônio que uma mulher pode construir não está apenas na conta bancária, na empresa ou nos investimentos.

Está na possibilidade de viver tudo isso com saúde, autonomia e qualidade de vida.

E esse é um investimento que sempre vale a pena.

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